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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Temos Mesmo o Mente de Cristo?


...Mas nós temos a mente de Cristo (1 Co 2:16)

Você tem mesmo a mente de Cristo? 

Vê como Ele? 

Ouve como Ele? 

Age como Ele? 

Fala como Ele?

Julga como Ele?

Acredita no que Ele acredita? Ensina o que Ele ensinou? 

Trata as Escrituras como Ele tratou?

Ou você é mais uma “vaquinha de presépio” de um bispo, apóstolo, pastor ou instituição religiosa?

Certa feita, ele perguntou aos que se dizem filhos de Deus: Porque vocês não entendem a minha linguagem?

Ora, para entendermos a Sua linguagem, precisamos ter a sua mente.

Mas, agora, surge uma nova pergunta: Como poderemos ter a mente de Cristo?

Para isso, teremos que voltar ao tempo, mas precisamente à época em que Ele esteve entre nós.

Para entendermos o porquê dos seus ensinamentos, deveremos conhecer o contexto sócio-cultural-político-religioso-humano de sua época.

Deveremos conhecer os personagens que se encontraram com Ele durante sua trajetória.

Quem era; como viviam; o que criam; como eram tratados; os usos e costumes, forma de viver.

Deveremos entender como era formado o mundo à sua época.

Quem eram os Césares; quem eram os centuriões; qual era a ideologia religiosa; a hierarquia; os grupos; os governadores.

Quem eram os gregos; os samaritanos; os siro-fenícios; os zelotes; como eles eram tratados pelos judeus; os de Tiro e Sidom.

Como era Nazaré, Cafarnaum, Jerusalém na época de Cristo.

Enfim, tudo o que os pesquisadores, tanto bíblicos ou não, descobriram para poder nos trazer luz ao contexto que Jesus estava inserido.

Depois desse apanhado todo, poderemos fazer a viagem de volta ao tempo e vislumbrar o que Ele vislumbrava.

Somente depois disto, poderemos compreender, mais profundamente, o radicalismo da mensagem de Cristo.

E, depois desta minuciosa pesquisa, termos condições para contextualizar suas mensagens.

Suas mensagens servem para nós porque podemos trazê-las para nossa realidade.

Fazendo assim, poderemos saber, sem medo de errar, quem são os fariseus atuais, os saduceus, os escribas, os samaritanos, o Império opressor, os gregos, os herodianos, os siro-fenícios, os romanos, os sumo-sacerdotes.

Enfim, somente assim poderemos compreender melhor e, finalmente, poderemos ter a mente de Cristo.

Saber por que tais atitudes, tais palavras, tais gestos, ações Dele.

Quer ter a mente de Cristo mano?

Sugiro que procure comprar livros sobre o contexto da época Dele.

Não fique só na Bíblia não.

Pois se assim fizer, perderá a profundidade de suas mensagens.

Porque para entendermos o presente, precisamos conhecer o passado

2 comentários:

René disse...

Ed,

Acho que ainda não tenho a mente de Cristo, mas tenho certeza de que o Espírito de Cristo tem me ensinado isto, tem transformado minha mente.

Fazer esta viagem ao contexto histórico de Jesus é bastante interessante, porque a conclusão é a de que tá tudo igual, hoje. Afinal, o ser humano não mudou, desde Adão.

E o Espírito de Deus nos ensina todas as coisas, nos dando discernimento do bem que devemos reter e do mal, do qual devemos nos apartar. Isto vale pra todas as coisas, inclusive, nas leituras de diversos livros, que não a Bíblia, como você sugeriu. Assim, tudo colabora pra nossa edificação, ou seja, pra termos a mente de Cristo, desde que o amor seja a base de tudo. Ele era a base do pensamento de Jesus, também.

Abração, meu querido, e continue na Paz!

Ednelson Rodrigo Sales Coelho disse...

René mano, discordo de seu posicionamento. A coisa ta pior do que naquela época,rsrs, pois com a proximidade de sua vinda, a sociedade ta cada vez piorando, chegando a ser comparada ao tempo de Sodoma e Gomorra por Ele.

Sobre a viagem contextual, faz imprescindível ser feita, pois sem ela, as nomeclaturas ficam vagas, ficando o leitor não familiarizado com elas "boiando". Até porque, se precisamos aplicar nos nossos dias as verdades eternas, precisamos conhecer o contexto Dele.

No mais, to contigo,rsrs.

Beijo em seu coração mano.