Ed Coelho
“Filhinhos,
é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos
se tem feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora. Saíram de
nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto
é para que se manifestasse que não são todos de nós. Quem é o mentiroso, senão
aquele que nega que Jesus é o Cristo? É o anticristo esse mesmo que nega o Pai
e o Filho”. (1 Jo 2: 18,19,22)
Tenho estudado, juntamente com minha esposa, essa
epístola durante já alguns dias. E hoje decidi pincelar algumas coisas que
coadunam com esse texto que a cada dia se renova e se torna verdade
insofismável para mim.
João começa por definir algo que a teologia, por
incrível que pareça acertadamente afirma (rsrs), que um anticristo virá. Isso é
fato tanto para João, que recebera a revelação do Apocalipse, como para Paulo,
pois este último alerta aos irmãos de Tessalônia para que “ninguém de
maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a
apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se
opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que
se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus”. Não tem
como negar tal fato. Sobre o tempo do surgimento do anticristo, muito se
especula, mas, creio eu, no momento de seu surgimento todos saberemos
identificá-lo, se ele surgir nesta geração, claro.
Mas, antes deste último anticristo
surgir, esse espírito anticristão envolve o mundo inteiro, fazendo submergir
vários protótipos, que vai desde Hitler até aos apóstolos, bispos e profetas
surtados da atualidade. O interessante é que “muitos se têm feito anticristos”. Isso é algo extremamente
importante entendermos, pois o apóstolo afirma que estes, por vontade própria,
e me atrevo a dizer que por ganância, soberba, poder, luxúria, porfia, inveja, fama...
se entregam a um evangelho antitético ao ensinado por Ele. Eles sabem da
verdade, mas não a querem, pois ela não trás dividendos, apenas nos ensina a
amar incondicionalmente a todos, a nos enxergarmos como igual aos outros e
nunca superiores, a nos desapegarmos de tudo que nos aprisione e não nos
curvarmos a nenhum outro deus, principalmente a Mamom, o deus desde tempo.
Como na parábola do servo bom e mau,
em Mateus 25:45,51, o servo bom continua a alimentar os irmãos com a verdade do
Evangelho, enquanto que o servo mau (ou anticristos disfarçados de ovelhas) “espancam
os seus conservos”, por achar que o Senhor tarde virá. Muitos, aliás, nem
acreditam que Ele virá, pois não crêem mais na vida eterna. Muitos líderes nem
querem que Ele volte, para não estragar o “barato” que está tão vivendo a custa
dos enganáveis.
Esse espírito anticristão está
devorando milhares de pastores e líderes.
E não é só no meio religioso que esse
espírito atua. É uma atuação em escala global, que vai desde filmes
Hollywoodianos, que endeusam a vingança, a morte, a trapaça, o roubo, a
mentira, o homem, até as novelas que ditam regras de beleza, comportamento e felicidade.
De simples documentários a desenhos “inofensivos”. De mensagens subliminar à
músicas escancaradamente apologistas ao diabo.
De fato, a televisão é um dos recursos mais usados
pelo espírito do anticristo para despejar sua ideologia. E não é a toa que
apóstolos, bispos e pastores brigam a tapas por espaços e horários em redes
televisivas, pois a penetração deste meio na sociedade é maior do que qualquer
outro meio, além de trazer fama, reconhecimento e status, coisas que os
anticristos amam.
Por outro lado, vemos o espírito anticristão se
alargando em teologias liberais. Pessoas que de tanto acharem que sabem de
alguma coisa, incharam-se de tal forma que perderam o foco do Evangelho,
entregando-se a fábulas. Pessoas inteligentíssimas, mas que, como diz João, “negam que Jesus é o Cristo”. E não
negam apenas com palavras, mas principalmente com seus atos. Pessoas que
desacreditaram totalmente do Evangelho, entregando-se a dúvidas intermináveis,
tendo o debate como seu passa-tempo favorito, pois a vida tornou-se
infrutífera. Servos do “deus dúvida”. Esse espírito, como podemos notar, está
em todos os lugares, andando em “derredor,
bramando como leão, buscando a quem possa tragar”.
Que nós estejamos apercebidos,
pois com a proximidade de sua vinda, a operação do engano será cada vez mais
forte e intensa, cabendo a cada um se firmar na Rocha Eterna, a Pedra de Esquina
que a maioria rejeitou e continuam a rejeitar. E não falo de escolher alguma
vertente teológica criada pelo homem para apelidar de verdade, to falando de
Jesus.

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